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Suspeito de matar médico diz que motivação foi uma troca de mensagens

Antes, suspeito havia afirmado que sonho premonitório era um dos motivadores para o crime

10/06/2021 22h21 Atualizada há 5 dias
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Por: Redação Enews Fonte: Correio24horas
Suspeito foi preso em casa, no bairro da Santa Mônica, área nobre de Feira de Santana ( (Foto: Aldo Matos/ Acorda Cidade))
Suspeito foi preso em casa, no bairro da Santa Mônica, área nobre de Feira de Santana ( (Foto: Aldo Matos/ Acorda Cidade))

Em entrevista à Central de Polícia, a defesa do homem preso pela morte do médico Andrade Lopes Santana, em Feira de Santana, apresentou uma atualização sobre a motivação do crime.

De acordo com o delegado Roberto Leal, da 1ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Feira), os advogados de defesa agora afirmam que a única motivação para o crime teria sido a troca de mensagens que o suspeito afirmou ter visto entre Andrade Lopes e um outro médico, por quem teria desafeto.

“Em depoimento anterior, o suspeito dizia que um de seus parentes havia tido um sonho premonitório, no qual ele seria morto, o que seria um motivador para o crime. Agora, a defesa disse que o sonho nada teve a ver com isso, foi exclusivamente o acesso que ele teve às mensagens. Depois de ler as mensagens, ele teria desconfiado que ambos estavam planejando sua morte e o crime teria sido motivado por isso”, explicou o delegado.

O advogado de defesa foi procurado mas não deu retornou até a publicação da matéria.

Relembre as versões do suspeito

Andrade Lopes Santana desapareceu no dia 24 de maio quando estava saindo de Araci, em direção à Feira de Santana. Teve seu corpo encontrado no dia 28 no Rio Jacuípe, em São Gonçalo dos Campos com uma marca de tiro na nuca. Mas já no dia 25, um colega de Andrade, também médico, prestou queixa na 2ª Delegacia Territorial de Feira de Santana, comunicando seu desaparecimento.

Esse colega foi preso em sua casa, no bairro de Santa Mônica, momentos após o corpo ter sido encontrado. No mesmo dia, o delegado Roberto Leal afirmou em entrevista ao CORREIO que o homem se tornou o principal suspeito do crime por cair em uma série de contradições durante o depoimento.

Uma das contradições do suspeito foi de que Andrade tinha comentado que sairia para comprar uma moto aquática para os dois passearem no Rio Jacuípe. De acordo com o delegado, essa hipótese já havia sido descartada.

O suspeito era tão próximo à vítima que recebeu os familiares dele em casa. Andrade não tinha parentes na Bahia, já que toda a sua família mora no estado do Acre, no Norte do país. A família tinha vindo do Acre para acompanhar as investigações do caso.

Para a família de Andrade, o suspeito afirmou que o acusado do crime teria apontado amigos do médico como suspeitos de envolvimento no crime para tentar despistar sua participação.

“Ele começou a culpar os amigos dele. Olha, cuidado com fulano porque fulano não tem uma cabeça legal, e ficava jogando um contra o outro, tentando maquiar, né. Maquiar a participação dele no crime. Graças à oração do Brasil, Deus permitiu que viesse à tona. Minha filha estava perto, foi junto com ele ver onde estava o carro, ele disse que estava falando com a mãe dele sobre Londres, ele já estava querendo ir embora do Brasil. Deus não permitiu. Ele vai pagar por tudo isso. Se você é cristão tem que perdoar né, mas a pena dele, ele vai ter que pagar né”, afirmou Domitila, mãe de Andrade, na época.

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