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Saúde Fumaça

Fumaça de fogueira pode contribuir para o agravamento de quadros de Covid-19

Fumaça de fogueira e dos fogos de artifício causam irritação nas vias aéreas e também podem facilitar infecção pelo vírus

21/06/2021 10h27 Atualizada há 3 meses
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Por: Redação Enews Fonte: Bahia.Ba
Foto: Chuttersnap/Divulgação/Assessoria
Foto: Chuttersnap/Divulgação/Assessoria

A fumaça é considerada um fator relevante que impacta diretamente na saúde do paciente diagnosticado com Covid-19. Na pandemia, os riscos que o novo coronavírus podem representar para cardiopatas, diabéticos, hipertensos e fumantes ganharam atenção especial de especialistas que apontam a poluição do ar como responsável pela vulnerabilidade do pulmão em meio à pandemia.

A Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp) revela que existe um risco duas a três vezes maior de infarto em pessoas expostas à poluição do ar por emissões de motores à combustão. A Socesp, no entanto, não levou em consideração o desencadeamento de implicações causadas pelo coronavírus no organismo.

A fumaça de fogueira e dos fogos de artifício causam irritação nas vias aéreas e podem desencadear mecanismos biológicos que facilitam a infecção pelo vírus ou mesmo agravar o quadro de pacientes que já estejam infectados, por esses motivos a fogueira e os fogos devem ser evitados no período junino em meio à pandemia.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou a informação de que 91% da população do planeta vive em locais onde a qualidade do ar está abaixo do recomendado. Um estudo publicado na revista científica Science of the Total Environment mostra uma incidência maior de mortes por Covid-19 em regiões onde o índice de dióxido de nitrogênio é mais alto.

Especialista em saúde pública, Angelina Oliveira chama a atenção para o fato de que a poluição atmosférica pode provocar ou agravar enfermidades do trato respiratório, como doença pulmonar obstrutiva crônica, rinite, pneumonia, asma e câncer de pulmão e está associada a acidente vascular cerebral (AVC), Parkinson, Alzheimer e infarto.

“O mês de junho é um período mais propenso às doenças respiratórias devido ao tempo mais frio e ao aumento da umidade do ar, que faz com que as partículas em dispersão aérea fiquem mais tempo viáveis. Esse ambiente favorece a propagação do novo coronavírus”, explica Angelina.

Ainda quem esteja com um quadro leve de Covid-19 ou se recuperando da doença pode ficar vulnerável a uma complicação por causa dos efeitos da fumaça, já que o vírus atinge o sistema respiratório.

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