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Esplanada: Em nota secretaria de assistência social faz esclarecimentos sobre abordagens a andarilhos na cidade

Em meio a este contingente de pessoas desencaminhadas, há também aqueles que se entregaram à indigência

31/07/2020 09h08 Atualizada há 2 semanas
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Por: Redação Enews Fonte: ASCOM PME
IMAGEM: REPRODUÇÃO
IMAGEM: REPRODUÇÃO

A Secretaria Municipal de Assistência Social (SEMAS) e seus equipamentos de referência - Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) e Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) - publicou uma nota oficial nesta sexta-feira com a finalidade de esclarecer sobre a situação da andarilha que apareceu na cidade recentemente e as medidas adotadas, seguindo as orientações da Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais, que são a base para a segurança do trabalho social no Serviço de Abordagem que se deve realizar.

Segundo Maria Anunciada, coordenadora do CRAS, a referida foi acolhida inicialmente no CRAS pela equipe técnica, iniciando-se a primeira abordagem. Entretanto, a andarilha se recusou a fornecer quaisquer informações a seu respeito (nome, local de origem, família e outros). A equipe teria acionado o SAMU após a andarilha ter demonstrado um surto no momento do atendimento e, assim, ela foi levada para o hospital, onde foi medicada e em seguida liberada haja vista que o hospital não pode, reter pacientes atendidos em caráter emergencial.

Após a divulgação da foto por moradores do município, nas redes sociais, o CREAS obteve informações de que a mesma era oriunda de Cristinápolis. Dessa forma, foi feito o contato com a Assistência Social e CREAS do município, mas não houve a comprovação de tal informação.

A andarilha foi acolhida no CREAS e atendida por uma assistente social onde se deu a segunda abordagem. Novamente se negou a fornecer o acesso à documentação e informações pertinentes. Contudo, foi informado que o CRAS e o CREAS estavam à disposição dela para ajudá-la, inclusive por causa da sua gestação. Mesmo assim, a negativa persistiu.

A SEMAS, CRAS, CREAS e o CAPS têm divulgado fotos da andarilha nos grupos da assistência social e SUAS, assim como Secretarias de Saúde e CAPS em todo Território Nacional.

O CAPS também fez abordagens a andarilha, obtendo informações que até então não foram confirmadas.

Ainda segundo a postagem, as buscas por informações continuam, inclusive com o apoio da guarda municipal para as abordagens, feitas na rua, no intuito de buscar informações para posterior intervenção de busca ativa por parentes/família ou órgãos responsáveis.

No setor de segurança pública, a polícia tem suas ações limitadas, já que não há como simplesmente apreender andarilhos sem que estejam em flagrante delito ou que tenham contra si alguma pendência na Justiça.

A coordenadora informou ainda que existe uma grande dificuldade em encaminhar andarilhos e moradores de rua a um rumo melhor nas suas vidas. A maioria destas pessoas não têm documentos e quase sempre estão embriagados ou sob efeito de entorpecentes. Além do mais, preferem seguir nas ruas sob efeitos de drogas e/ou embriaguez a se manter recolhidos em instituições de acolhimento provisório enquanto se procura por familiares.

Em meio a este contingente de pessoas desencaminhadas, há também aqueles que se entregaram à indigência, perderam contato com familiares e nem sequer sabem o que estão fazendo na cidade. São, normalmente, pessoas difíceis de lidar e muitas delas são agressivas e andam armadas com facas e outros instrumentos perigosos. Dessa forma, solicitam à população o cuidado e cautela com aproximações.

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