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Setembro Amarelo: campanha de conscientização sobre a prevenção ao suicídio

A campanha teve início no Brasil, em 2015

09/09/2020 16h55 Atualizada há 2 semanas
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Por: Redação Enews Fonte: Redação Esplanada News
IMAGEM: REPRODUÇÃO
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Setembro é o mês em que é realizada a campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio o setembro Amarelo é uma campanha criada com o intuito de informar as pessoas sobre o suicídio, uma prática normalmente motivada pela depressão.  A campanha teve início no Brasil, em 2015, pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

As primeiras atividades realizadas pelo Setembro Amarelo aconteceram em  Brasília, atualmente, o suicídio é a segunda principal causa de morte entre jovens com idades entre 15 e 29 anos.

Como identificar alguém que precisa de ajuda e corre risco de suicídio?

Pessoas sob risco de suicídio podem:

Apresentar comportamento retraído, dificuldades para se relacionar com família e amigos;

Ter casos de doenças psiquiátricas como: transtornos mentais, transtornos de humor (depressão, bipolaridade), transtornos de comportamento pelo uso de substâncias psicoativas (álcool e drogas), transtornos de personalidade, esquizofrenia e ansiedade generalizada;

Apresentar irritabilidade, pessimismo ou apatia;

Sofrer mudanças nos hábitos alimentares ou de sono.

odiar-se, apresentar sentimento de culpa, sentir-se sem valor ou com vergonha por algo;

Ter um desejo súbito de concluir afazeres pessoais, organizar documentos, escrever um testamento;

Apresentar sentimentos de solidão, impotência e desesperança;

Escrever cartas de despedida;

Falar repentinamente sobre morte ou suicídio;

Apresentar um convívio social conturbado;

Ter doenças físicas crônicas, limitantes e dolorosas, doenças orgânicas incapacitantes como dores, lesões, epilepsia, câncer ou AIDS;

Apresentar personalidade impulsiva, agressiva ou humor instável.

Quais os sintomas de depressão que levam ao suicídio?

Se você está deprimido ou angustiado, sem vontade de viver, é fundamental buscar ajuda o mais rápido possível. Existem alternativas ao suicídio e buscar o auxílio adequado é o primeiro passo. Os acompanhamentos médicos e psicológicos são as maneiras mais eficazes de tratamento.

As pessoas que pensam em suicídio normalmente estão tentando fugir de uma situação da vida que lhes parece insuportáveis, buscando o alívio por:

Sentirem-se envergonhadas, culpadas ou por se acharem um peso para os demais;

Sentirem-se vítimas;

Sentimentos de rejeição, perda ou solidão. 

Como ajudar?

Para ajudar uma pessoa com comportamentos suicidas, algumas ações são fundamentais, como:

Ouvir, demonstrar empatia e ficar calmo;

Ser afetuoso e dar o apoio necessário;

Levar a situação a sério e verificar o grau de risco;

Perguntar sobre tentativas de suicídio ou pensamentos anteriores;

Explorar outras saídas para além do suicídio, identificando outras formas de apoio emocional;

Conversar com a família e amigos imediatamente;

Remover os meios para o suicídio em casos de grande risco;

Contar a outras pessoas, conseguir ajuda;

Permanecer ao lado da pessoa com o transtorno;

Procurar entender os sentimentos da pessoa sem diminuir a importância deles;

Aceitar a queixa da pessoa e ter respeito por seu sofrimento;

Demonstrar preocupação e cuidado constante.

O que não fazer

Jamais ignore a situação de uma pessoa com comportamentos e pensamentos suicidas. Não entre em choque, fique envergonhado ou demonstre pânico. Não tente dizer que tudo vai ficar bem, diminuindo a dor da pessoa, sem agir para que isso aconteça.

A principal medida é não fazer com que o problema pareça uma bobagem. Não dê falsas garantias nem jure segredo, procure ajuda imediatamente. Principalmente, não deixe a pessoa sozinha em momentos de crise nem a julgue por seus atos. 

Uma conversa, um abraço ou um simples "estou aqui", pode salvar muitas vidas!

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